quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
No dia 01/01/2017 quando o relógio marcou 00:00 eu jurei pra mim mesma que esse seria o meu ano, afinal de contas nada poderia dar errado, me formaria no ensino médio, começaria a faculdade que eu tanto sonhei e ainda completaria 18 anos... Mas logo no início do ano, ao me deitar à noite depois de um dia de trabalho, senti o meu lado esquerdo do corpo inteiro “formigando”, e dias depois começaram as intermináveis dores, depois de muitos exames foi descoberto que eu tenho uma ...má formação na coluna, derivado do nanismo, que está comprimindo a minha medula, de lá pra cá foram muitas consultas, exames periódicos, e eu tive que me acostumar com uma nova rotina, cheia de dores, desconforto e medo, pois a cada consulta o diagnóstico piorava, em novembro tive uma consulta com o Dr. Nilson Rodrigues, cirurgião ortopedista que faz parte do Hospital Moinhos de Vento, e nela tive o pior dos diagnósticos: nesse consulta me foi dito que como a minha lesão é nas vértebras C1 e C2 que são as primeiras da coluna vertebral, que ligam o crânio  á cervical, os riscos que eu corro são de ficar tetraplégica ou até mesmo perder a respiração e assim, a vida, naquele momento eu entrei em estado de choque e á partir daquela consulta não há um único dia em que eu não acorde e vá dormir pensando nas palavras daquele médico, por esse motivo será necessário uma cirurgia, de altíssimo risco, onde o médico irá "desconectar" o meu crânio da coluna e reconstruir uma parte da minha medula que está machucada, utilizando uma "raspa de osso" que ele irá retirar da minha bacia, porém o problema é que esse médico (o único que sentiu confiança para fazer a cirurgia) só atende no Hospital Moinhos de Vento, e o mesmo não é coberto pelo meu plano de saúde. Desde dezembro de 2015 eu trabalho como atendente de SAC em uma empresa administradora de cartões, onde eu fui muito feliz, fiz amizades e conheci pessoas maravilhosas, porém devido a posição em que eu fico nos momentos em que eu estou trabalhando, houve uma piora no meu quadro de saúde e então em abril o médico que estava fazendo o meu acompanhamento me deu um afastamento de 60 dias, porém ao chegar na perícia médica, o meu pedido foi negado e eu voltei a trabalhar, mesmo com dores e sem conseguir ficar muito tempo na mesma posição, tendo que levantar várias vezes durante a minha jornada de trabalho. Em agosto já não aguentando mais ir trabalhar com dores e sentindo desconfortos diariamente, em uma nova consulta o médico me deu novamente o afastamento de 60 dias, porém ao chegar na perícia médica, o pedido foi mais uma vez negado. Dessa vez eu e minha família decidimos procurar um advogado para recorrer judicialmente, em novembro passei por um novo perito e hoje para a minha surpresa veio o resultado, mesmo com todos os laudos de ressonâncias magnéticas que eu faço de até dois em dois meses, atestando que eu tenho um problema grave na coluna, que pode comprometer TODOS os meus movimentos ou até mesmo a minha RESPIRAÇÃO, o requerimento foi novamente INDEFERIDO. Sinceramente, eu me sinto nesse momento, de coração partido ao saber que mesmo com todos esses diagnósticos horríveis os peritos julgam que os meus problemas não são suficientes para que eu fique um tempo me recuperando e fazendo os tratamentos necessários para a minha melhora, inclusive a cirurgia. Peço á todos que leram esse post até o final que compartilhem o máximo possível para que essa INJUSTIÇA não fique impune.

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